Segundo Marilena Chauí, o livro é um mundo que cria
outros mundos e foi num desses mundos que me descobri como um ser humano comum,
como eu sempre quis me sentir, e não diferente, como achei que fosse - um ser
estranho, solitário. ”Prazer em conhecê-lo”!
Newton Mesquita também acredita nesses mundos e se inspira na literatura
para representá-los em suas telas. Assim como ele, quando criança eu viajava
com a turma do Sítio do pica-pau amarelo, adorava voar com "O menino de asas",
sonhava em ajudar "Tonico" e levá-lo comigo para a "Ilha perdida" onde procuraríamos
"O escaravelho do diabo", conversaríamos com um "Cadáver que ouvia rádio" e
tentaríamos descobrir enigmas com a ajuda de Sherlock Holmes. Mais tarde,
conheci as agruras da vida através de viagens mais longas e sérias em que andei
de mãos dadas com Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e outros
delatores das injustiças sociais, das torturas provenientes de sistemas políticos
autoritários, das mentiras inventadas no mundo todo para nos manter calmos,
conformados, de bem com a vida, em paz.
De fato, a leitura “satisfaz necessidades básicas do
ser humano”, como deixou claro Antônio Cândido, pois essas viagens ao centro
das mentes e corações humanos nos levam a crer que somos seres muito parecidos,
somos irmãos, sonhando os mesmos sonhos, penetrando nos sonhos uns dos outros e
até transformando-os em outros sonhos, mas com a mesma essência.
Bom seria se esses sonhos, sonhados juntos, se transformassem em
realidade, assim dizia Raulzito maluquinho.
Miriam Luciana Fernandes
Mariane Aparecida Cornegian Barreta.
ResponderExcluirMinhas lembranças.
São poucas as lembranças que eu tenho da minha infância.Me lembro quando era criança amava ir à escola, comecei estudar na escola Zurita aqui em Araras, minha primeira professora foi Dona Azilia,me lembro que estudava a cartilha Caminho Suave,que aprendi a ler e escrever.
A escola na minha época não era como as de hoje, os professores não incentivavam os alunos a procurar uma biblioteca.
Quando mandava ler um texto do livro pedia para fazer uma composição a leitura não era prazerosa era obrigação.Passei a gostar de ler quando comecei a fazer o Magistério, frequentava a biblioteca Martiníco Prado um encanto de lugar.
Mais tarde fui fazer letras, algumas vezes lia para fazer debates entre as colegas.Hoje eu incentivo meus alunos a ler, toda aula leio para eles um conto uma fábula e fazemos um debate.
Sempre que tenho um tempo procuro ler um livro ou até mesmo um artigo pela internet, apesar que tudo o que chega nas minhas mãos eu leio.
Me arrependo de não ter tido o hábito da leitura desde criança, apesar nunca é tarde para começar.basta querer.
Minha trajetória como leitora.
ResponderExcluirMeu contato com a leitura e escrita, começou bem cedo; logo nos primeiros anos de vida. Minha mãe lia muitas histórias para mim. Lembro-me que todos os livros continham muitas imagens, eu adorava ver aqueles desenhos; era fascinante.
Durante toda minha infância tive contato com diversos livros, uns para colorir, outros com atividades para ligar objetos.
Sempre fui influenciada por minha mãe a gostar de livros, que acabei tendo adoração por eles.
Quando fui para á pré-escola já estava quase alfabetizada, conhecia todas as letras do alfabeto, escrevia meu nome, e minha professora Dªclaúdia acabou fazendo um excelente trabalho nos revelando um mundo mais belo ainda com suas histórias.
Vejo em meu dia-dia o quanto este incentivo á leitura por prazer, não por imposição foi importante em minha formação leitora.
Quando a leitura é algo significativo e próximo da realidade em que vivemos, ela se torna prazerosa, interessante e significativa.
Tenho um Amor indescritível por livros, á leitura é parte da minha vida diária. Agradeço muito á minha mãe e aos meus professores por este incentivo.
Lembro-me que minha experiência com leitura e escrita logo começou na Educação Infantil. Quando aprendi as primeiras letras, ganhei uma lousa de meus pais e eu comecei a "dar aulas" para minhas bonecas. Reproduzia oralmente as histórias contadas pela professora e passava lições para elas.
ResponderExcluirTambém era comum ouvir histórias da Coleção Disquinho, eu adorava, repetia diversas vezes a mesma. Nas férias escolares, eu passava com meus familiares que moravam em outro Estado e, às vezes, nos dias mais frios, eu ficava folheando os livros didáticos das minhas tias. Já me encantavam as ilustrações e me faziam "viajar". Nas séries iniciais eu já tinha um maior domínio da leitura e escrita e as professoras incentivavam muito a ida à biblioteca e também podíamos ler o acervo pessoal delas. Não havia cobrança de prazo ou provas, apenas o gosto pela leitura.
Quando cheguei no Ensino Fundamental - Ciclo II as coisas mudaram. O desenvolvimento do hábito pelo prazer parou de ser trabalhado e a cobrança mensal de leitura e provas de livros da coleção Vagalume deixaram esta atividade não muito agradável. Mesmo assim não deixei de ler em casa os meus títulos favoritos. Nesta mesma época ganhei de meu pai uma assinatura de uma revista chamada Círculo do Livro onde mensalmente podíamos comprar um exemplar que seria entregue pelo correio. A espera de cada um era uma eternidade, mas a felicidade de lê-lo era indescritível.
Olá, meninas.
ResponderExcluirVocês estão de PARABÉNS!
Abraços,
Tânia Caramigo